A pesca na Bahia

Aqui, você encontra informações sobre a atividade da pesca no Estado da Bahia.

Pesca Artesanal

Diz respeito à pesca artesanal enquanto atividade comercial, aquela realizada única e exclusivamente pelo trabalho manual do pescador. Utiliza embarcações de médio e pequeno porte e equipamentos (petrechos) sem nenhuma sofisticação além de insumos utilizados adquiridos nos comércios locais. Baseia-se nos conhecimentos dos pescadores, adquiridos em família transmitidos aos demais membros, pelos mais velhos da comunidade, ou pela interação com os companheiros de pescaria.

No Estado da Bahia a pesca é majoritariamente artesanal e/ou de subsistência, explorando ambientes próximos à costa, pois as embarcações e aparelhagens são feitas através de técnicas relativamente simples e sua produção tem como finalidade a obtenção de alimento, sendo total ou parcialmente destinada ao mercado.

Neste contexto, a Bahia Pesca, está planejando programas, atividades e projetos articulados às dimensões econômica, social, ambiental e geográfica, visando o desenvolvimento da atividade no Estado.

Estruturação da cadeia produtiva do pesca, através do desenvolvimento da gestão, mercado, infra-estrutura e equipamentos:
• Implantação de infra-estrutura de apoio ao atracamento e desembarque de pescado (píer, trapiches);
• Reestruturação das unidades de sinalização náutica de apoio a navegação (faróis);
• Implantação de novos equipamentos de auxilio a navegação (GPS’s);
• Capacitação técnica em tecnologias de pescado e navegação.

Pesca Oceânica

A modalidade oceânica da pesca é incipiente no Brasil e envolve as embarcações aptas a operarem em toda a ZEE, incluindo áreas oceânicas mais distantes. É constituída de embarcações de grande autonomia, podendo armazenar o pescado a bordo, sendo dotada de sofisticados equipamentos de navegação e detecção de cardumes e de ampla mecanização.

Aqüicultura Continental

O potencial da Bahia para o desenvolvimento da aqüicultura continental é bastante significativo, possuindo diversos reservatórios de águas doces com características extremamente favoráveis para o cultivo de organismos aquáticos, terras disponíveis, mão-de-obra abundante e crescente demanda por pescado no mercado interno e externo.

A aqüicultura continental baiana ainda tem muito a crescer, com um potencial de produção em 60 bilhões de m³ de águas continentais, existindo atualmente um pólo já consolidado que é o território de Itaparica (com uma produção de peixes nos municípios de Paulo Afonso e Glória sendo o destaque no cenário baiano), e outros que estão em fase de desenvolvimento como o de Sobradinho, Juazeiro, Xique-Xique, Barra, Jequié, Pedra do Cavalo, Ibirataia, Camacã, Barreiras, Vitória da Conquista, Paramirim, Itiúba, dentre outros.  Outros territórios estratégicos no estado merecem destaque pela sua capacidade produtiva, tais como Sertão do São Francisco (Juazeiro e Sobradinho), Bacia do Rio Grande (Barreiras, Luiz Eduardo Magalhães e São Desidério), Bacia do Paramirim , Recôncavo (municípios do entorno de Pedra do Cavalo) e Médio Rio de Contas (Jequié).

A piscicultura se firmou como uma atividade econômica na geração de alimentos, emprego e renda. Desde então, os diversos segmentos do setor da piscicultura, têm se desenvolvido de forma bastante acelerada, de tal forma que, a Bahia Pesca vem a cada ano estimulando a produção de pescado cultivado através dos seus programas de fomento à atividade aquícola.

Aqüicultura Marinha

A Aqüicultura, cultivo de organismos aquáticos é considerada atualmente como uma importante fonte de proteína animal. O Brasil possui 8.400 km de extensão de costa litorânea, a Bahia possui o maior litoral com 1.183 km de extensão com excelentes condições climáticas, bem como um rico recurso hídrico continental para o desenvolvimento da aqüicultura marinha.

Dentro das atividades de aquicultura marinha desenvolvida na Bahia a produção de camarão ou carcinicultura é a mais empregada, segundo a ABCC (Associação Brasileira de Criadores de Camarão) o nosso estado é o terceiro em produção com uma área produtiva de 1850 hectares. Outro segmento desta atividade é a malacocultura, cultivo de moluscos que vem sendo cada vez mais empregada por pescadores e marisqueiras como uma alternativa de renda e alimento, uma vez que essa atividade aquícola possui uma grande identificação por eles. Esse segmento tem contribuído para a fixação do pescador no seu local de origem aproveitando da produtividade natural sem adição de gastos com ração. A piscicultura marinha, no Brasil, ainda está em fase de pesquisa, e a Bahia, através da Bahia Pesca, é pioneira no desenvolvimento da tecnologia de cultivo do peixe Beijupirá.

 

 
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