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09/01/2018 12:01

Bahia Pesca faz balanço de 2017

A Bahia Pesca concluiu, nessa semana, o balanço de suas ações de 2017. Mais de 10 mil famílias foram diretamente beneficiadas com as ações desenvolvidas pela empresa. “O nosso maior obstáculo foi o de conseguir atender essa grande quantidade de famílias em um cenário de baixa arrecadação e, consequentemente, de contenção de recursos”, explica o presidente da Bahia Pesca, Dernival Oliveira Júnior.
A atividade do Programa de Assistência Técnica em 2017 atendeu diretamente três mil famílias e foi responsável por viabilizar a atuação da empresa em outras ações estruturantes para a pesca e aquicultura. A ATER permitiu a distribuição de equipamentos de segurança, equipamentos e insumos, emissão de documentos, além da realização de oficinas de saúde e capacitações, tudo isso por meio do entendimento da realidade das comunidades pesqueiras.
As ações realizadas nas comunidades incluíram desde a mobilização e seleção de famílias, passando por diagnósticos comunitários, até a elaboração de projetos e a capacitação.
Distribuição de peixes e caranguejos
Uma das ações de maior destaque ao longo do ano foi a distribuição de alevinos (peixes jovens). Mais de oito milhões de tilápias, tambaquis, tambacus e carpas foram distribuídas em 2017, beneficiando diretamente quatro mil famílias de baixa renda em 64 cidades.
Os peixes foram entregues a pequenos produtores rurais que fazem a engorda dos animais durante alguns meses, até que estejam com o tamanho ideal para a venda ou consumo.
Além dos peixes, a Bahia Pesca distribuiu também, nos manguezais baianos, mais de um milhão de megalopas (caranguejos jovens, bem pequenos, na segunda fase de desenvolvimento). As megalopas foram cultivadas no laboratório da empresa, na Fazenda Experimental Oruabo, em Santo Amaro.
Segurança das marisqueiras
Outro foco da Bahia Pesca foi o de aumentar a segurança das marisqueiras baianas. A empresa distribuiu mais de 100 kits de Equipamentos de Proteção Individual. Cada conjunto de EPI é composto por pares de luvas e botas em neoprene, camisa em dry fit, calça e boné em tactel com bloqueio de 98% dos raios UVA e UVB que protege a pele e não absorve o calor solar, minimizando a incidência de câncer, desidratação e envelhecimento precoce.
Equipamentos de pesca
A empresa identificou, ao longo do ano, diversas comunidades que, por questões financeiras, não estavam conseguindo implementar seus projetos de piscicultura. Essas famílias de produtores receberam, ao longo do ano, 70 bolsões para criação de peixes. Quase 200 famílias foram beneficiadas com a ação.
Oficinas de saúde
Foram realizadas oito oficinas de saúde no ano de 2017, em oito cidades. A ação faz parte do Programa de Saúde Ocupacional para os Trabalhadores de Pesca, realizado pela Bahia Pesca em parceria com a Fapesca (Federação das Associações, Sindicatos e Colônias dos Pescadores e Aquicultores do Estado da Bahia).
O Programa – voltado ao cuidado com as mulheres, público mais vulnerável aos problemas de saúde ocupacionais relacionados a esse segmento econômico – conta com oficinas de saúde, consultas clínicas e nutricionais, além de palestras educativas. Cerca de 300 marisqueiras foram beneficiadas com a ação
Capacitação
A capacitação dos produtores rurais também esteve em pauta ao longo do ano. Em 2017 foram realizados, em parceria com a Capitania dos Portos, quatro cursos de habilitação naval, que beneficiaram 80 pescadores em quatro cidades (Salvador, Itaparica, Valença e Jaguaripe).
Outras capacitações incluíram cursos de piscicultura, preparo de alimentos, beneficiamento de pescado, dentre outros. Boa parte das atividades aconteceu no Centro Vocacional Tecnológico Territorial do Pescado (CVTT), onde mais de 250 pessoas foram qualificadas.
Pronatec
A parceria da Bahia Pesca com a Secretaria de Educação viabilizou a realização, no CVTT, do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec). O profissional formado no curso técnico em aquicultura poderá trabalhar em instituições e empresas de produção e beneficiamento de pescado; laboratórios de reprodução, larvicultura e engorda; ou de forma autônoma.
Essa ação vai viabilizar o acesso dos estudantes ao mercado de trabalho e proporcionará a formação de novos empreendedores na área de aquicultura.
Todos os estudantes são oriundos de escolas públicas ou instituições filantrópicas. Eles recebem hospedagem gratuita, alimentação e todo o material didático para o máximo aproveitamento das aulas. Após a conclusão do curso, os alunos poderão trabalhar com reprodução, sistema de cultivos, larvicultura de peixes e biologia aquática, dentre outras.
DAPs
Mais de dois mil pescadores baianos receberam Declarações de Aptidão ao Pronaf (DAP) emitidos pela Bahia Pesca ao longo do ano. Com a DAP o pescador é reconhecido como produtor rural e pode acessar diversos programas do governo federal para desenvolvimento da pesca e aquicultura, como financiamentos com baixas taxa de juros e programas de habitação popular.
FestTilápia
Mais de R$ 13 milhões em negócios fechados, 12 horas de capacitações e cerca de quatro mil visitantes. Esse foi o saldo da Aquanegócios – Feira de Negócios da Aquicultura, realizada em outubro, em Glória. O evento fez parte do FestTilápia 2017, realizado entre os dias 1º e 29/10 pela Bahia Pesca (empresa vinculada à Secretaria de Agricultura) em parceria com Ascopa e prefeituras de Paulo Afonso e Glória.
Glória se torna maior produtor de tilápias do Brasil
Por falar em Glória, a cidade se tornou, em 2017, a capital brasileira da tilápia. O município produz quase 17 mil toneladas da espécie por ano, a maior produção do País. A informação foi publicada no projeto "Indicadores socioeconômicos do desempenho da produção de tilápia no Brasil", realizado pela Embrapa, Unesp e Uneb, com o apoio da Bahia Pesca.

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